Projeto MatWeb(103a): Numeros Naturais - 2a.parte ProjetoMatWeb Ensino Fundamental (103a) Números Naturais: 2a. parte Múltiplos de Nos. naturais Divisores de Nos. naturais Números primos Crivo de Eratóstenes Mínimo Múltiplo Comum Máximo Divisor Comum Relação entre o MMC e MDC Primos entre si Radiciação de Nos. naturais Raízes com o browser Múltiplos de números Naturais Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro natural b, se existe um número natural k tal que: a = k × b Exemplos: 15 é múltiplo de 5, pois 15 = 3 × 5 24 é múltiplo de 4, pois 24 = 6 × 4 24 é múltiplo de 6, pois 24 = 4 × 6 27 é múltiplo de 9, pois 27 = 3 × 9 Quando a=k×b, segue que a é múltiplo de b, mas também, a é múltiplo de k, como é o caso do número 35 que é múltiplo de 5 e de 7, pois: 35 = 7 × 5 Quando a=k×b, então a é múltiplo de b e se conhecemos b e queremos obter todos os seus múltiplos, basta fazer k assumir todos os números naturais possíveis. Para obter os múltiplos de 2, isto é, os números da forma a=k×2 onde k é substituído por todos os números naturais possíveis. A tabela abaixo nos auxiliará: a = k × 2 0 = 0 × 2 2 = 1 × 2 4 = 2 × 2 6 = 3 × 2 8 = 4 × 2 10= 5 × 2 12= 6 × 2 O conjunto dos números naturais é infinito, assim existem infinitos múltiplos de 2, ou de qualquer outro número natural. O conjunto dos múltiplos de um número natural y é infinito e vamos nos referir a este conjunto com a notação M(y). Exemplo: Múltiplos de 7: M(7) = {0,7,14,21,28,35,42,...} M(7) 0 7 14 21 28 35 42 0×7 1×7 2×7 3×7 4×7 5×7 6×7 Exemplo: Múltiplos de 11: M(11) = {0,11,22,33,44,55,66,77,...} M(11) 0 11 22 33 44 55 66 0×11 1×11 2×11 3×11 4×11 5×11 6×11 Observação: Como estamos considerando 0 como um número natural, então o número 0 (zero) será múltiplo de todo número natural. Tomando k=0 em a=k.b obtemos a=0 para todo b natural. Exemplo: Alguns múltiplos de zero. 0 = 0 × 2 0 = 0 × 5 0 = 0 × 12 0 = 0 × 15 Observação: Um número b é sempre múltiplo dele mesmo. a = 1 × b <=> a = b Exemplos: Basta tomar o mesmo número muiltiplicado por 1 para obter um múltiplo dele próprio. 3 = 1 x 3 5 = 1 x 5 15 = 1 x 15 Divisores de números Naturais A definição de divisor está relacionada com a de múltiplo. Um número natural b é divisor do número natural a, se a é múltiplo de b. Exemplo: 3 é divisor de 15, pois 15=3×5, logo 15 é múltiplo de 3 e também é múltiplo de 5. Um número natural tem uma quantidade finita de divisores. Por exemplo, o número 6 poderá ter no máximo 6 divisores, pois trabalhando no conjunto dos números naturais não podemos dividir 6 por um número maior do que ele. Os divisores naturais de 6 são os números 1, 2, 3, 6, o que significa que o número 6 tem 4 divisores. Os divisores de um número y também formam um conjunto finito, aqui denotado por D(y). Exemplos: Divisores de 18: D(18) = { 1, 2, 3, 6, 9, 18 } Divisores de 15: D(15) = { 1, 3, 5, 15 } Observação: O número 0(zero) é múltiplo de todo número natural. Zero(0) não é divisor de nenhum número natural, exceto dele próprio. Se pudéssemos considerar que 6÷0=b, então teríamos que admitir que: 6 = 0 x b mas não existe um número b que multiplicado por 0 (zero) seja igual a 6, portanto a divisão de 6 por 0 é impossível. A divisão de zero por zero é indeterminada, o que significa que pode existir uma situação que ela passe a ter significado, no sentido seguinte: Se aceitarmos que 0 ÷ 0 = X ÷ 1 = X então também poderemos aceitar que o produto dos meios é igual ao produto dos extremos nesta proporção e assim: 0 × 1 = 0 × X = 0 que não é contraditório e isto pode ser realizado para todo X real, razão pela qual a expressão da forma 0 ÷ 0 é dita indeterminada. Números primos Um número primo é um número natural com exatamente dois divisores naturais distintos. Exemplos: 2 é primo pois D(2) = {1,2} 3 é primo pois D(3) = {1,3} 5 é primo pois D(5) = {1,5} 7 é primo pois D(7) = {1,7} 14 não é primo pois D(14) = {1,2,7,14} Crivo de Eratóstenes É um processo para a obtenção de números primos menores do que um determinado número natural k. Normalmente construímos uma tabela contendo todos os primeiros k números naturais. Para determinar os números primos nesta tabela, basta seguir os seguintes passos. Determinamos o primeiro número primo que é 2, lembrando que 1 não é primo. Eliminamos todos os múltiplos de 2 que encontrarmos na tabela. Determinamos o próximo número primo que será 3, que coincidirá com o próximo número não marcado da tabela. Eliminamos todos os múltiplos de 3. Voltamos ao passo 3, com o próximo número primo. Continuamos o processo. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 Na tabela, listamos os 100 primeiros números naturais, indicando com a cor de fundo "amarela" os números primos e com a cor de fundo "bege" os números que não são primos. Como exemplo, 2 é primo, enquanto 25 não é primo, pois é múltiplo de 5. Assim encontramos os seguintes números primos na tabela. P={2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97} Observações: 1 não é primo pois tem apenas 1 divisor. Todo número natural pode ser escrito como o produto de números primos, de forma única. Mínimo Múltiplo Comum Diz-se que um número m é múltiplo comum dos número a e b se m é múltiplo de a e também é múltiplo de b, ou seja. m = k × a e m = w × b onde k e w números naturais. Exemplos: Múltiplos comuns 24 é múltiplo comum de 6 e 8. 15 é múltiplo comum de 3 e 5. Determinaremos agora todos os números que tem 18 como múltiplo comum, o que é o mesmo que obter todos os divisores naturais de 18. 18 é múltiplo comum de 1 e 18 pois 18=1x18. 18 é múltiplo comum de 2 e 9 pois 18=2x9. 18 é múltiplo comum de 3 e 6 pois 18=3x6. Observe que 18 é múltiplo comum de todos os seus divisores, logo: D(18) = {1,2,3,6,9,18} Agora determinaremos os múltiplos comuns dos números a e b. Para isso denotaremos por M(a) o conjunto dos múltiplos de a, por M(b) o conjunto dos múltiplos de b e tomar a interseção entre os conjuntos M(a) e M(b). Exemplo: Múltiplos comuns de 3 e 5. M(3)={0,3,6,9,12,15,18,21,24,27,30,33,36,39,42,45,...} M(5)={0,5,10,15,20,25,30,35,40,45,50,55,...} Desse modo, a interseção entre os conjuntos M(3) e M(5) forma um conjunto infinito com os múltiplos comuns de 3 e de 5. M(3)M(5) = {0,15,30,45,...} Como estamos considerando 0 (zero) como número natural, ele irá fazer parte dos conjuntos de todos os múltiplos de números naturais e será sempre o menor múltiplo comum. Por definição, o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) de dois ou mais números naturais é o menor múltiplo comum a esses números que é diferente de zero. Logo, no conjunto: M(3)M(5) = {0, 15, 30, 45, ...} o Mínimo Múltiplo Comum entre 3 e 5 é igual a 15. Quando trabalharmos com dois números a e b, utilizaremos a notação MMC(a,b) para representar o Mínimo Múltiplo Comum entre os números naturais a e b, lembrando sempre que o menor múltiplo comum deve ser diferente de zero. Exemplo: Como: M(4) = {0,4,8,12,16,20,24,...} M(6) = { 0, 6, 12, 18, 24, ...} então: MMC(4,6) = min {12,24,36,...} = 12 É interessante notar que o conjunto dos múltiplos do MMC(a,b) é igual ao conjunto dos múltiplos comuns de a e b. Realmente: MMC(3,5)=15 M(15) = {0,15,30,45,60,...} M(3) = {0,3,6,9,12,15,18,21,24,27,30,...} M(5) = {0,5,10,15,20,25,30,35,40,45,...} M(3)M(5) = {0,15,30,45,...} Observe que M(15) = M(3)M(5) Método para determinar o MMC: Do ponto de vista pedagógico, o processo acima é excelente para mostrar o significado do MMC mas existe um método prático para realizar tal tarefa sem trabalhar com conjuntos. Em um papel faça um traço vertical, de forma que sobre espaço livre tanto à direita como à esquerda do traço. Do lado esquerdo do traço escreva os números naturais a, b, c, ... como uma lista, separados por vírgulas, para obter o MMC(a,b,c,...). Por exemplo, tomaremos 12, 22 e 28 do lado esquerdo do traço vertical e do lado direito do traço colocamos o menor número primo que divide algum dos números da lista que está à esquerda. 122228 | 2 | | | Dividimos todos os números da lista da esquerda, que são múltiplos do número primo que está à direita do traço, criando uma nova lista debaixo da lista anterior com os valores resultantes das divisões (possíveis) e com os números que não foram divididos. 122228 | 2 611 14 | | | Repetimos a partir do passo 3 até que os valores da lista que está do lado esquerdo do traço se tornem todos iguais a um. 12 22 28 | 2 6 11 14 | 2 3 11 7 | 3 1 11 7 | 7 1 11 1 | 11 1 1 1 | 924 O MMC é o produto de todos os números primos que colocamos do lado direito do traço Neste caso: MMC(12,22,28)=924. Exemplo: Determinaremos os MMC dos números 12 e 15. Montagem da tabela: 12 15 | 2 | | | Dividimos todos os números da lista da esquerda pelos números primos (quando a divisão for possível), criando novas listas sob as listas anteriores. 12 15 | 2 6 15 | 2 3 15 | 3 1 5 | 5 1 1 | 60 O MMC(12,15)=60 é o produto de todos os números primos que colocamos do lado direito do traço. Máximo Divisor Comum Para obter o Máximo Divisor Comum devemos introduzir o conceito de divisor comum a vários números naturais. Um número d é divisor comum de outros dois números naturais a e b se, d divide a e d divide b simultaneamente. Assim: a = k1 x d e b = k2 x d Exemplos: Divisores comuns. 8 é divisor comum de 24 e 56, pois: 24 = 3 x 8 e 56 = 7 x 8 3 é divisor comum de 15 e 36, pois: 15 = 5 x 3 e 36 = 12 x 3 Observação: Um número d é divisor de todos os seus múltiplos. O conjunto dos divisores comuns de dois números é finito, pois o conjunto dos divisores de um número é finito. Agora determinaremos os divisores comuns aos números 16 e 24. D(16) = { 1, 2, 4, 8, 16 } D(24) = { 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24 } D(16)D(24) = {1, 2, 4, 8} Ocorre que o menor divisor comum entre os números 16 e 24, é 1, assim não interessa o menor divisor comum mas sim o maior divisor que pertence simultaneamente aos dois conjuntos de divisores. Denotaremos por MDC(a,b), o Máximo Divisor Comum entre os números naturais a e b. Exemplos: Como: D(16) = { 1, 2, 4, 8, 16 } D(24) = {1,2,3,4,6,8,12,24} então: MDC(16,24) = max( D(16)D(24)) = 8 Método prático para a determinação do MDC: De forma similar ao cálculo do MMC(a,b), temos também um procedimento prático para determinar o MDC(a,b) entre dois números naturais, pois encontrar conjuntos de divisores para cada número pode ser trabalhoso. Para introduzir este método, determinaremos o MDC entre os números 30 e 72. Comece construindo uma grade com 3 linhas e algumas colunas, colocando os números dados na linha do meio. Na primeira coluna coloque o maior deles e na segunda coluna o menor. 72 30 Efetue a divisão do maior pelo menor colocando o quociente no espaço sobre o número menor na primeira linha e o resto da divisão no espaço logo abaixo do maior número na terceira linha. 2 72 30 12 Passe o resto da divisão para o espaço localizado à direita do menor número na linha central. 2 72 30 12 12 Realizamos agora a divisão do número 30, pelo resto obtido anteriormente que é 12. Novamente, o quociente será colocado sobre o número 12 e o resto da divisão ficará localizado abaixo do número 30. 2 2 72 30 12 6 12 6 Realizamos agora a (última!) divisão do número 12, pelo resto obtido anteriormente que é 6. Novamente, o quociente será colocado sobre o número 6 e o resto da divisão ficará localizado abaixo do número 12. 2 2 2 72 30 12 6 12 6 0 Como o resto da última divisão é 0 (zero), o último quociente encontrado representa o MDC entre 30 e 72, logo denotamos tal fato por: MDC(30,72)=6 Exercício: Se a diferença entre dois números naturais é 126 e o máximo divisor comum entre eles é 18, quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Assim, X e Y devem ser múltiplos de 18, logo podem ser escritos na forma X = 18a e Y = 18b onde a e b devem ser determinados. Assim: 18a - 18b = 126 18 (a - b) = 18 × 7 a - b = 7 Tomando a=8 e b=1 teremos X = 144 e Y = 18 Exercício: Se a soma de dois números naturais é 420 e o máximo divisor comum entre eles é 60, quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Se MDC(X,Y)=60, os números X e Y devem ser múltiplos de 60, logo podem ser escritos na forma X = 60a e Y = 60b onde a e b são números inteiros positivos. Assim X + Y = 60a + 60b = 420 o que garante que a + b = 7 Devemos escolher números naturais tal que a+b=7, logo se tomarmos a = 6 e b = 1 teremos X = 360 e Y = 60. se tomarmos a = 5 e b = 2 teremos X = 300 e Y = 120. se tomarmos a = 4 e b = 3 teremos X = 240 e Y = 180. se tomarmos a = 3 e b = 4 teremos X = 180 e Y = 240. se tomarmos a = 2 e b = 5 teremos X = 120 e Y = 300. se tomarmos a = 1 e b = 6 teremos X = 60 e Y = 360. Exercício: Se a divisão entre dois números naturais é igual a 6/5 e o máximo divisor comum entre eles é 15, quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Se MDC(X,Y)=15, então X e Y devem ser múltiplos de 15, logo podem ser escritos na forma X = 15a e Y = 15b. Assim: 15a ÷ 15b = 1,2 a ÷ b = 1,2 = 12 ÷ 10 = 6 ÷ 5 Temos muitas soluções para o problema, mas escolhendo os números a=6 e b=5, teremos X=90 e Y=75 Outras escolhas possíveis são: Se a=12 e b=10 então X=180 e Y=150 Se a=18 e b=15 então X=270 e Y=225, ... Relação entre o MMC e MDC Uma relação importante e bastante útil entre o MMC e o MDC é o fato que o MDC(a,b) multiplicado pelo MMC(a,b) é igual ao produto de a por b, isto é: MDC(a,b).MMC(a,b) = a.b MDC(12,15).MMC(12,15) = 12.15=180 Exemplo: MDC(12,15) = 3 MMC(12,15) = 60 3 x 60 = 180 = 12 x 15 Esta relação é útil quando precisamos encontrar o MMC e o MDC de dois números, basta encontrar um deles e usar a relação acima. Exemplo: Determinar o MMC e o MDC entre 15 e 20. O primeiro passo é determinar o MDC ou o MMC entre 15 e 20, obtido o MDC(15,20) = 5 e sabendo que 15 x 20 = 300, basta lembrar que MDC(15,20). MMC(15,20) = 15 x 20 e fazer Donde obtem-se que o MMC(15,20) é igual a 300 dividido por 5, ou seja MMC(15,20) = 60 Exercício: Se a soma de dois números é 320 e o mínimo múltiplo comum entre eles é 600, quais são esses números? Qual é o máximo divisor comum entre eles? Solução: Sejam X e Y os números procurados. Assim, X e Y devem satisfazer à relação: X e Y devem dividir 600, logo devem pertencer ao conjunto D={1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15, 20, 24, 25, 30, 75, 100, 120, 150, 200, 300, 600} Dois números deste conjunto que somados dão 320, são: 300 e 20 ou 200 e 120 Descartamos o par: 300 e 20 pois mmc(300,20)=300 Os números são X=200 e Y=120 cujo mmc(200,120)=600 O mdc(200,120) = 40. Primos entre si Dois números naturais são primos entre si quando o MDC entre eles é igual a 1. Exemplo: 16 não é um número primo, 21 também não é um número primo mas 16 e 21 são primos entre si pois MDC(16,21) = 1 Radiciação de números naturais Radiciação de ordem n é o processo pelo qual dado um número natural a devemos determinar um número natural b tal que: bn = a onde n é um número natural. É o processo inverso da potenciação. Representamos a operação de radiciação por: Rn[a], a(1/n), pot(a,1/n), pow(a,1/n) ou por um símbolo clássico: que se lê: raiz n-ésima de a. Uma notação simples e muito comum no meio científico é aquela que usa o acento circunflexo: a^(1/n). Raiz quadrada: A raiz quadrada de um número não negativo (não somente natural) é um outro número não negativo b tal que: b2 = a A raiz quadrada de um número não negativo a pode ser denotada por a^(1/2). Exemplo: Para determinar a raiz quadrada de 36 deve-se obter b de forma que b2 = b × b = 36 Por tentativa devemos dividir 36 por seus divisores até que o divisor seja igual ao quociente 36 / 2 = 18 36 / 3 = 12 36 / 4 = 9 36 / 6 = 6 Portanto +6 é a raiz quadrada de 36. Raiz cúbica: A raiz cúbica de um número (não somente natural) a é um número b tal que: b3 = b . b . b = a A raiz cúbica de um número a pode ser denotada por a^(1/3). Exemplo: Para determinar a raiz cúbica de 64, deve-se determinar b de forma a obter b3 = b × b × b = 64 Por tentativa, temos : 1 x 1 x 1 = 1 2 x 2 x 2 = 8 3 x 3 x 3 = 27 4 x 4 x 4 = 64 Portanto 4 é raiz cúbica de 64. Em estudos mais avançados, pode-se aprender a extrair a raiz quadrada ou a raiz cúbica de um número não necessariamente natural, com qualquer precisão que se queira. Calculando raízes com o browser Para calcular raízes com o browser Netscape, digite (ou copie com Control+C) a linha de comando: javascript:Math.sqrt(961) ou javascript:Math.pow(961,1/2) exatamente da forma como está escrito, dentro da caixa que aparece em seu browser com o nome do arquivo que está sendo acessado neste momento (location=endereço). Após isto, pressione a tecla ENTER. Você deverá ver uma nova janela como o número 31 que é a raiz quadrada (em inglês: sqrt) de 961. Para sair da janela com a resposta, pressione o botão Voltar (Back) de seu browser. Agora digite (ou copie com Control+C) na caixa: javascript:Math.pow(343,1/3) e pressione ENTER. Você obterá a raiz cúbica de 343 que é: 6.999999999999999 que é uma excelente aproximação para 7, a raiz exata. Para sair da janela com a resposta, pressione o botão Voltar (Back) de seu browser. Para obter a raiz n-ésima de um número não negativo M, digite na caixa: javascript:Math.pow(M,1/n) e pressione ENTER. Para sair da janela com a resposta, pressione o botão Voltar (Back) de seu browser. Página construída por Robson Benito e Ulysses Sodré Faça sua escolha! Interaula Clube Download Grátis Acessar sua conta CDs de Matemática CDs de Português
Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro natural b, se existe um número natural k tal que:
Exemplos:
Quando a=k×b, segue que a é múltiplo de b, mas também, a é múltiplo de k, como é o caso do número 35 que é múltiplo de 5 e de 7, pois:
Quando a=k×b, então a é múltiplo de b e se conhecemos b e queremos obter todos os seus múltiplos, basta fazer k assumir todos os números naturais possíveis. Para obter os múltiplos de 2, isto é, os números da forma a=k×2 onde k é substituído por todos os números naturais possíveis. A tabela abaixo nos auxiliará:
O conjunto dos números naturais é infinito, assim existem infinitos múltiplos de 2, ou de qualquer outro número natural.
O conjunto dos múltiplos de um número natural y é infinito e vamos nos referir a este conjunto com a notação M(y).
Exemplo: Múltiplos de 7: M(7) = {0,7,14,21,28,35,42,...}
Exemplo: Múltiplos de 11: M(11) = {0,11,22,33,44,55,66,77,...}
Observação: Como estamos considerando 0 como um número natural, então o número 0 (zero) será múltiplo de todo número natural. Tomando k=0 em a=k.b obtemos a=0 para todo b natural.
Exemplo: Alguns múltiplos de zero.
Observação: Um número b é sempre múltiplo dele mesmo.
Exemplos: Basta tomar o mesmo número muiltiplicado por 1 para obter um múltiplo dele próprio.
A definição de divisor está relacionada com a de múltiplo. Um número natural b é divisor do número natural a, se a é múltiplo de b.
Exemplo: 3 é divisor de 15, pois 15=3×5, logo 15 é múltiplo de 3 e também é múltiplo de 5.
Um número natural tem uma quantidade finita de divisores. Por exemplo, o número 6 poderá ter no máximo 6 divisores, pois trabalhando no conjunto dos números naturais não podemos dividir 6 por um número maior do que ele.
Os divisores naturais de 6 são os números 1, 2, 3, 6, o que significa que o número 6 tem 4 divisores.
Os divisores de um número y também formam um conjunto finito, aqui denotado por D(y).
Observação:
Se pudéssemos considerar que 6÷0=b, então teríamos que admitir que:
mas não existe um número b que multiplicado por 0 (zero) seja igual a 6, portanto a divisão de 6 por 0 é impossível.
A divisão de zero por zero é indeterminada, o que significa que pode existir uma situação que ela passe a ter significado, no sentido seguinte:
Se aceitarmos que
então também poderemos aceitar que o produto dos meios é igual ao produto dos extremos nesta proporção e assim:
que não é contraditório e isto pode ser realizado para todo X real, razão pela qual a expressão da forma 0 ÷ 0 é dita indeterminada.
Um número primo é um número natural com exatamente dois divisores naturais distintos.
É um processo para a obtenção de números primos menores do que um determinado número natural k. Normalmente construímos uma tabela contendo todos os primeiros k números naturais.
Para determinar os números primos nesta tabela, basta seguir os seguintes passos.
Na tabela, listamos os 100 primeiros números naturais, indicando com a cor de fundo "amarela" os números primos e com a cor de fundo "bege" os números que não são primos. Como exemplo, 2 é primo, enquanto 25 não é primo, pois é múltiplo de 5.
Assim encontramos os seguintes números primos na tabela.
Observações:
Diz-se que um número m é múltiplo comum dos número a e b se m é múltiplo de a e também é múltiplo de b, ou seja.
onde k e w números naturais.
Exemplos: Múltiplos comuns
Determinaremos agora todos os números que tem 18 como múltiplo comum, o que é o mesmo que obter todos os divisores naturais de 18.
Observe que 18 é múltiplo comum de todos os seus divisores, logo:
Agora determinaremos os múltiplos comuns dos números a e b. Para isso denotaremos por M(a) o conjunto dos múltiplos de a, por M(b) o conjunto dos múltiplos de b e tomar a interseção entre os conjuntos M(a) e M(b).
Exemplo: Múltiplos comuns de 3 e 5.
M(3)={0,3,6,9,12,15,18,21,24,27,30,33,36,39,42,45,...} M(5)={0,5,10,15,20,25,30,35,40,45,50,55,...}
Desse modo, a interseção entre os conjuntos M(3) e M(5) forma um conjunto infinito com os múltiplos comuns de 3 e de 5.
Como estamos considerando 0 (zero) como número natural, ele irá fazer parte dos conjuntos de todos os múltiplos de números naturais e será sempre o menor múltiplo comum.
Por definição, o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) de dois ou mais números naturais é o menor múltiplo comum a esses números que é diferente de zero. Logo, no conjunto:
o Mínimo Múltiplo Comum entre 3 e 5 é igual a 15.
Quando trabalharmos com dois números a e b, utilizaremos a notação MMC(a,b) para representar o Mínimo Múltiplo Comum entre os números naturais a e b, lembrando sempre que o menor múltiplo comum deve ser diferente de zero.
Exemplo: Como:
É interessante notar que o conjunto dos múltiplos do MMC(a,b) é igual ao conjunto dos múltiplos comuns de a e b.
Realmente: MMC(3,5)=15
M(15) = {0,15,30,45,60,...} M(3) = {0,3,6,9,12,15,18,21,24,27,30,...} M(5) = {0,5,10,15,20,25,30,35,40,45,...} M(3)M(5) = {0,15,30,45,...}
Observe que M(15) = M(3)M(5)
Método para determinar o MMC: Do ponto de vista pedagógico, o processo acima é excelente para mostrar o significado do MMC mas existe um método prático para realizar tal tarefa sem trabalhar com conjuntos.
Exemplo: Determinaremos os MMC dos números 12 e 15.
Para obter o Máximo Divisor Comum devemos introduzir o conceito de divisor comum a vários números naturais. Um número d é divisor comum de outros dois números naturais a e b se, d divide a e d divide b simultaneamente. Assim:
Exemplos: Divisores comuns.
Observação: Um número d é divisor de todos os seus múltiplos. O conjunto dos divisores comuns de dois números é finito, pois o conjunto dos divisores de um número é finito.
Agora determinaremos os divisores comuns aos números 16 e 24.
D(16) = { 1, 2, 4, 8, 16 } D(24) = { 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24 } D(16)D(24) = {1, 2, 4, 8}
D(16)D(24) = {1, 2, 4, 8}
Ocorre que o menor divisor comum entre os números 16 e 24, é 1, assim não interessa o menor divisor comum mas sim o maior divisor que pertence simultaneamente aos dois conjuntos de divisores.
Denotaremos por MDC(a,b), o Máximo Divisor Comum entre os números naturais a e b.
Exemplos: Como:
Método prático para a determinação do MDC: De forma similar ao cálculo do MMC(a,b), temos também um procedimento prático para determinar o MDC(a,b) entre dois números naturais, pois encontrar conjuntos de divisores para cada número pode ser trabalhoso. Para introduzir este método, determinaremos o MDC entre os números 30 e 72.
Exercício: Se a diferença entre dois números naturais é 126 e o máximo divisor comum entre eles é 18, quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Assim, X e Y devem ser múltiplos de 18, logo podem ser escritos na forma X = 18a e Y = 18b onde a e b devem ser determinados. Assim:
18a - 18b = 126 18 (a - b) = 18 × 7 a - b = 7 Tomando a=8 e b=1 teremos X = 144 e Y = 18
Exercício: Se a soma de dois números naturais é 420 e o máximo divisor comum entre eles é 60, quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Se MDC(X,Y)=60, os números X e Y devem ser múltiplos de 60, logo podem ser escritos na forma X = 60a e Y = 60b onde a e b são números inteiros positivos. Assim
X + Y = 60a + 60b = 420 o que garante que a + b = 7 Devemos escolher números naturais tal que a+b=7, logo se tomarmos a = 6 e b = 1 teremos X = 360 e Y = 60. se tomarmos a = 5 e b = 2 teremos X = 300 e Y = 120. se tomarmos a = 4 e b = 3 teremos X = 240 e Y = 180. se tomarmos a = 3 e b = 4 teremos X = 180 e Y = 240. se tomarmos a = 2 e b = 5 teremos X = 120 e Y = 300. se tomarmos a = 1 e b = 6 teremos X = 60 e Y = 360.
Exercício: Se a divisão entre dois números naturais é igual a 6/5 e o máximo divisor comum entre eles é 15, quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Se MDC(X,Y)=15, então X e Y devem ser múltiplos de 15, logo podem ser escritos na forma X = 15a e Y = 15b. Assim:
15a ÷ 15b = 1,2 a ÷ b = 1,2 = 12 ÷ 10 = 6 ÷ 5 Temos muitas soluções para o problema, mas escolhendo os números a=6 e b=5, teremos X=90 e Y=75 Outras escolhas possíveis são: Se a=12 e b=10 então X=180 e Y=150 Se a=18 e b=15 então X=270 e Y=225, ...
Uma relação importante e bastante útil entre o MMC e o MDC é o fato que o MDC(a,b) multiplicado pelo MMC(a,b) é igual ao produto de a por b, isto é:
Exemplo:
MDC(12,15) = 3 MMC(12,15) = 60 3 x 60 = 180 = 12 x 15
Esta relação é útil quando precisamos encontrar o MMC e o MDC de dois números, basta encontrar um deles e usar a relação acima.
Exemplo: Determinar o MMC e o MDC entre 15 e 20.
O primeiro passo é determinar o MDC ou o MMC entre 15 e 20, obtido o MDC(15,20) = 5 e sabendo que 15 x 20 = 300, basta lembrar que MDC(15,20). MMC(15,20) = 15 x 20 e fazer
Donde obtem-se que o MMC(15,20) é igual a 300 dividido por 5, ou seja MMC(15,20) = 60
Exercício: Se a soma de dois números é 320 e o mínimo múltiplo comum entre eles é 600, quais são esses números? Qual é o máximo divisor comum entre eles? Solução: Sejam X e Y os números procurados. Assim, X e Y devem satisfazer à relação:
X e Y devem dividir 600, logo devem pertencer ao conjunto D={1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15, 20, 24, 25, 30, 75, 100, 120, 150, 200, 300, 600} Dois números deste conjunto que somados dão 320, são: 300 e 20 ou 200 e 120 Descartamos o par: 300 e 20 pois mmc(300,20)=300 Os números são X=200 e Y=120 cujo mmc(200,120)=600 O mdc(200,120) = 40.
Dois números naturais são primos entre si quando o MDC entre eles é igual a 1.
Exemplo: 16 não é um número primo, 21 também não é um número primo mas 16 e 21 são primos entre si pois MDC(16,21) = 1
Radiciação de ordem n é o processo pelo qual dado um número natural a devemos determinar um número natural b tal que:
onde n é um número natural. É o processo inverso da potenciação.
Representamos a operação de radiciação por: Rn[a], a(1/n), pot(a,1/n), pow(a,1/n) ou por um símbolo clássico:
que se lê: raiz n-ésima de a. Uma notação simples e muito comum no meio científico é aquela que usa o acento circunflexo: a^(1/n).
Raiz quadrada: A raiz quadrada de um número não negativo (não somente natural) é um outro número não negativo b tal que:
A raiz quadrada de um número não negativo a pode ser denotada por a^(1/2).
Exemplo: Para determinar a raiz quadrada de 36 deve-se obter b de forma que
Por tentativa devemos dividir 36 por seus divisores até que o divisor seja igual ao quociente
Portanto +6 é a raiz quadrada de 36.
Raiz cúbica: A raiz cúbica de um número (não somente natural) a é um número b tal que:
A raiz cúbica de um número a pode ser denotada por a^(1/3).
Exemplo: Para determinar a raiz cúbica de 64, deve-se determinar b de forma a obter
Por tentativa, temos :
Portanto 4 é raiz cúbica de 64.
Em estudos mais avançados, pode-se aprender a extrair a raiz quadrada ou a raiz cúbica de um número não necessariamente natural, com qualquer precisão que se queira.
Para calcular raízes com o browser Netscape, digite (ou copie com Control+C) a linha de comando:
javascript:Math.sqrt(961) ou javascript:Math.pow(961,1/2)
exatamente da forma como está escrito, dentro da caixa que aparece em seu browser com o nome do arquivo que está sendo acessado neste momento (location=endereço). Após isto, pressione a tecla ENTER. Você deverá ver uma nova janela como o número 31 que é a raiz quadrada (em inglês: sqrt) de 961. Para sair da janela com a resposta, pressione o botão Voltar (Back) de seu browser.
Agora digite (ou copie com Control+C) na caixa:
javascript:Math.pow(343,1/3)
e pressione ENTER. Você obterá a raiz cúbica de 343 que é: 6.999999999999999 que é uma excelente aproximação para 7, a raiz exata. Para sair da janela com a resposta, pressione o botão Voltar (Back) de seu browser.
Para obter a raiz n-ésima de um número não negativo M, digite na caixa:
javascript:Math.pow(M,1/n)
e pressione ENTER. Para sair da janela com a resposta, pressione o botão Voltar (Back) de seu browser.
Faça sua escolha!
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